Quem sou eu: jovem, divertida, alegre, brincalhona, amiga, companheira, estilosa, diferente, inteligente, esperta, bonita, confiante, carinhosa, conselheira, humilde, decidida...
Quem sou eu, de verdade: não sei... talvez louca.
domingo, 30 de janeiro de 2011
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
A Pior Pessoa do Mundo
A pior pessoa do mundo não é mais chata, a mais insuportável, não é a mais impaciente, a mais incompreensiva, a mais insensata. Não são nenhuma dessas. Não é a que leva mais rancor no coração, não é a que nunca se apaixonou. Não é aquela que não tem religião. Definitivamente não é aquela que perdeu os sonhos, não é a que é pobre, não é a que é rica. Não são as pessoas sem filosofia de vida, não são as partidárias obsessivas. A pior delas não é aquela que é se faz santa para ganhar o céu, não é aquela que é verdadeira pecadora e vai direto para o Inferno, não é aquela egoísta, nem a falsa, nem a interesseira, nem a mentirosa. Não é a vilã. Não é a mocinha. Não é a que é má aluna. Não é a sem personalidade. Não é aquela que tem total certeza sobre si. Não é o burro, ou o idiota, o bobo, o sem experiência, o sem educação. Não é o virgem, não é o prostituído. Não é o cego, o surdo ou o mudo. Não é o mais emotivo, nem o mais racional. Não é o mais duro de coração, nem o mais mole. Não é o que finge que as coisas não estão acontecendo. Não é o que inventa as coisas para fugir da realidade. Não é o psicótico, não é o psicopata. Não é o alienista, nem mesmo o alienado.
A pior pessoa do mundo é aquela que exige demais dos outros, e até de si mesmo. Esse é o pior defeito que alguém pode ter, pois é assim que se perde os laços com quem se ama. A pior pessoa do mundo é a que acredita em perfeição.
A pior pessoa do mundo é a que não perdoa.
A pior pessoa do mundo sou eu.
A pior pessoa do mundo é aquela que exige demais dos outros, e até de si mesmo. Esse é o pior defeito que alguém pode ter, pois é assim que se perde os laços com quem se ama. A pior pessoa do mundo é a que acredita em perfeição.
A pior pessoa do mundo é a que não perdoa.
A pior pessoa do mundo sou eu.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Clarice
Você conseguiu.
Ah.
Você sim, foi a única.
Veja o que você fez comigo. Veja, Clarice. Veja o que você fez sem piedade com toda a minha existência.
Por que é que você existe, Clarice? Por que é que você é imortal?
Como é possível?
Como é possível eu sentir falta do cheiro do fogo do seu cigarro de toda a madrugada, toda madrugada? Sinto saudade do jeito como você o segurava, com os dedos tensos com pudor e paixão e como seu polegar batia as cinzas, de como seus lábios beijavam pra fora de sua boca a fumaça. De como você sorria.
Quero que você me carregue em seu colo como você carregava sua máquina de escrever, como se fosse um filho. Com tanto amor e vida. E que me conte mais uma vez os segredos das vidas. De todas elas, pois você foi a única que conseguiu tocar o meu coração por inteiro. E nem foi de mansinho. Foi como uma bomba, uma explosão vulcânica, assim, de repente, sem piedade. Sua lava queimou meu coraçãozinho. Queimou meu cérebro, minhas entranhas, minhas veias, meu sangue.
Você foi a única que conseguiu me confundir. Bagunçou tudo. Me desiludiu.
Você foi a única que conseguiu me mostrar a realidade como ela, da forma mais simples, da beleza nessa loucura. E as pessoas te acham hermética por isso... É até engraçado. Me alienou para que eu pudesse ver o mundo de outra forma, porque esse era seu prazer. Daquela forma que só você sabe ver e que você confiou que eu, apenas eu, pudesse enxergar. E eu consigo.
Clarice, tenho raiva de você. Esse seu jeito me dá raiva. Sua beleza me dá raiva. Seus olhos me dão raiva. Sua calma me dá raiva. Sua raiva me dá raiva. Seu olhar me deixa possessa! Sua simplicidade me deixa louca. Essa tal complexidade me dá vontade de cortar os pulsos com uma colher de pau. Mas eu não tenho a mínima coragem de te mandar embora, de te dar, de te fechar.
Você me hipnotiza, você me entende. Você me consola, Clarice.
Me jogue na dor novamente, Clarice. Me jogue dentro de mim, mas uma vez, para eu encontrar as respostas e me perder. Eu amo o jeito que você me indica o caminho da loucura. Apaixone-me pela loucura mais uma vez. Eu amo me perder! Desse jeito, eu amo ser louca!
Me faça, me obrigue a questionar. Fique apenas parada. Apenas olhe para mim daquele jeito que você sempre olha quando discutimos, quando nossos gritos saem sem por querer e quebram tudo e, mais uma vez, me faça chorar, pedindo perdão. Faça eu me arrastar aos seus pés mais uma vez.
Mas minha timidez ainda vai ousar em questionar se é possível ter raiva de alguém que se quer. Você sabe que é.
Por que é que você teve de ir? Por que? Por que você me abandonou, sozinha, sem resposta alguma para o fim? Por que é que você me faz questionar até mesmo Deus por causa disso?
Tenho muita raiva de você. Muita.
Mas não sou mais capaz de te abandonar. Não sou.
Você é má, Clarice. Você estragou toda ilusão do ser. Você me faz buscar pelos mistérios mais profundos e me desafia a desvendá-los.
Obrigada por isso, Clarice. Obrigada por tudo.
Eu te amo, Clarice. Eu te amo.
Ah.
Você sim, foi a única.
Veja o que você fez comigo. Veja, Clarice. Veja o que você fez sem piedade com toda a minha existência.
Por que é que você existe, Clarice? Por que é que você é imortal?
Como é possível?
Como é possível eu sentir falta do cheiro do fogo do seu cigarro de toda a madrugada, toda madrugada? Sinto saudade do jeito como você o segurava, com os dedos tensos com pudor e paixão e como seu polegar batia as cinzas, de como seus lábios beijavam pra fora de sua boca a fumaça. De como você sorria.
Quero que você me carregue em seu colo como você carregava sua máquina de escrever, como se fosse um filho. Com tanto amor e vida. E que me conte mais uma vez os segredos das vidas. De todas elas, pois você foi a única que conseguiu tocar o meu coração por inteiro. E nem foi de mansinho. Foi como uma bomba, uma explosão vulcânica, assim, de repente, sem piedade. Sua lava queimou meu coraçãozinho. Queimou meu cérebro, minhas entranhas, minhas veias, meu sangue.
Você foi a única que conseguiu me confundir. Bagunçou tudo. Me desiludiu.
Você foi a única que conseguiu me mostrar a realidade como ela, da forma mais simples, da beleza nessa loucura. E as pessoas te acham hermética por isso... É até engraçado. Me alienou para que eu pudesse ver o mundo de outra forma, porque esse era seu prazer. Daquela forma que só você sabe ver e que você confiou que eu, apenas eu, pudesse enxergar. E eu consigo.
Clarice, tenho raiva de você. Esse seu jeito me dá raiva. Sua beleza me dá raiva. Seus olhos me dão raiva. Sua calma me dá raiva. Sua raiva me dá raiva. Seu olhar me deixa possessa! Sua simplicidade me deixa louca. Essa tal complexidade me dá vontade de cortar os pulsos com uma colher de pau. Mas eu não tenho a mínima coragem de te mandar embora, de te dar, de te fechar.
Você me hipnotiza, você me entende. Você me consola, Clarice.
Me jogue na dor novamente, Clarice. Me jogue dentro de mim, mas uma vez, para eu encontrar as respostas e me perder. Eu amo o jeito que você me indica o caminho da loucura. Apaixone-me pela loucura mais uma vez. Eu amo me perder! Desse jeito, eu amo ser louca!
Me faça, me obrigue a questionar. Fique apenas parada. Apenas olhe para mim daquele jeito que você sempre olha quando discutimos, quando nossos gritos saem sem por querer e quebram tudo e, mais uma vez, me faça chorar, pedindo perdão. Faça eu me arrastar aos seus pés mais uma vez.
Mas minha timidez ainda vai ousar em questionar se é possível ter raiva de alguém que se quer. Você sabe que é.
Por que é que você teve de ir? Por que? Por que você me abandonou, sozinha, sem resposta alguma para o fim? Por que é que você me faz questionar até mesmo Deus por causa disso?
Tenho muita raiva de você. Muita.
Mas não sou mais capaz de te abandonar. Não sou.
Você é má, Clarice. Você estragou toda ilusão do ser. Você me faz buscar pelos mistérios mais profundos e me desafia a desvendá-los.
Obrigada por isso, Clarice. Obrigada por tudo.
Eu te amo, Clarice. Eu te amo.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Versinho Tarja-Preta
Devo dizer que
Minha única doença mental
É minha existência.
Todos sofrem esse tipo de situação...
No meu caso,
Meu médico receitou
Pílulas de Clarice
E de Alice
Para aliviar a tensão.
Minha única doença mental
É minha existência.
Todos sofrem esse tipo de situação...
No meu caso,
Meu médico receitou
Pílulas de Clarice
E de Alice
Para aliviar a tensão.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
O Lobo e o Cordeiro
E o que aconteceria
Se um dia,
O Lobo se apaixonar pelo Cordeiro?
Se os olhos gelados do Lobo
Passassem a servir apenas
Para admirar a delicadeza
Do cordeiro saltitante
Em um campo ensolarado e verdejante...
Com certeza
O orgulho do lobo
Ficaria abalado
Ao se ver ajoelhado
Por aquilo que sua fome mataria!
E seu coração carnívoro
Machucado ficaria
Ao entender que esse amor impossível seria.
Da matilha isolar-se-ia
E para a Lua choraria
Ao descobrir que o Cordeiro o teme
E ao invés de correr ao seu lado
Da sua presença assustadora
O Cordeiro fugiria...
Seus dentes e suas garras
De revolta ele quebraria!
E muito triste, se indagaria:
“A Natureza perfeitamente cria,
Mas para apaixonar-se,
Lei alguma existiu um dia...”
Que lobo idiota seria!
Se um dia,
O Lobo se apaixonar pelo Cordeiro?
Se os olhos gelados do Lobo
Passassem a servir apenas
Para admirar a delicadeza
Do cordeiro saltitante
Em um campo ensolarado e verdejante...
Com certeza
O orgulho do lobo
Ficaria abalado
Ao se ver ajoelhado
Por aquilo que sua fome mataria!
E seu coração carnívoro
Machucado ficaria
Ao entender que esse amor impossível seria.
Da matilha isolar-se-ia
E para a Lua choraria
Ao descobrir que o Cordeiro o teme
E ao invés de correr ao seu lado
Da sua presença assustadora
O Cordeiro fugiria...
Seus dentes e suas garras
De revolta ele quebraria!
E muito triste, se indagaria:
“A Natureza perfeitamente cria,
Mas para apaixonar-se,
Lei alguma existiu um dia...”
Que lobo idiota seria!
domingo, 14 de novembro de 2010
Transgressão
Já disseram os mais antigos filósofos e sábios que o princípio da dúvida era o caminho para descobertas e quem pensa logo existe. Transgredir é uma condição humana. A eterna busca de cada homem pela tão sonhada liberdade de um vôo inconseqüente baseia-se na transgressão. As ações de cada ser pensante e agente e sua necessidade de ultrapassar a si mesmo fazem-no um ser transgredido. Suas ações criativas e ousada procuram sempre por desabilitar uma condição imposta, questionando-a, tornando a Razão uma das mais belas características do ser humano. A busca ilimitada por conseguir transgredir vive no ser sonhador de cada um, sem exceções.
A transgressão de um individuo vai até onde a dou outro começa, na tênue linha chamada respeito, que, quando ultrapassada, fere a liberdade de expressão e cria a colheita da agressão. A grande questão que muitas vezes nos impede a elevação à liberdade é justamente essa: até onde existe o respeito do bem-estar alheio quando se está sintetizando o individual?
Temamos a transgressão quando ela se apresenta na forma do desejo mais profundo de ser o que realmente se é inconseqüentemente, rompendo assim todas as barreiras do bom senso, pois muitas vezes o egoísmo e ganância roubam a beleza da luta transgressora transformando-a em uma subversão maldita.
Romper limites não deve ser uma agressão a alma, pois, a muitos, tudo isso significa loucura e insensatez e até mesmo desrespeito e atentado ao pudor. Mas a verdadeira insensatez é não lutar pela mudança e pela liberdade. Mudar é uma lei da vida. Evoluir também. Transgredir é sinônimo de unir esses dois fatos e capacitar o mais forte para a sobrevivência. A necessidade de querer ser algo melhor já é não ficar estagnado. Pode ser difícil no começo, mas um dia nos acostumamos. E quando começarmos a nos acostumar já era hora de mudar de novo. O Medo é uma defesa contra perigos, porém existem milhares de receitas contra as dificuldades da vida, sendo que nenhuma delas é comprovada. E dificuldade após dificuldade, desafio após desafio são coisas que nos transformam, nos mudam, nos melhoram.
Cada ser é único e inigualável, as pessoas não devem temer a si. Os maiores exemplos e ídolos da humanidade foram os mais insanos transgressores que muitos duvidaram. Muitos mesmo.
Que cada um escolha sensatamente sua transgressão, pois não é fácil ser um belo transgredido em um mundo onde todos tem medo da ousadia, de suas vozes e seus sonhos por temer estupidamente julgamentos... Por que ainda insistimos em temer os outros? Por que ainda nos tememos?
Busquemos sempre a transgressão como uma forma de evolução, libertação de nós mesmos de ninguém menos que nós mesmos numa superação íntima. É necessário para cada um de nós fé e coragem, o poder de tentar e tentar para criar o impensável e receber a glória eterna de nossa própria superação.
A transgressão de um individuo vai até onde a dou outro começa, na tênue linha chamada respeito, que, quando ultrapassada, fere a liberdade de expressão e cria a colheita da agressão. A grande questão que muitas vezes nos impede a elevação à liberdade é justamente essa: até onde existe o respeito do bem-estar alheio quando se está sintetizando o individual?
Temamos a transgressão quando ela se apresenta na forma do desejo mais profundo de ser o que realmente se é inconseqüentemente, rompendo assim todas as barreiras do bom senso, pois muitas vezes o egoísmo e ganância roubam a beleza da luta transgressora transformando-a em uma subversão maldita.
Romper limites não deve ser uma agressão a alma, pois, a muitos, tudo isso significa loucura e insensatez e até mesmo desrespeito e atentado ao pudor. Mas a verdadeira insensatez é não lutar pela mudança e pela liberdade. Mudar é uma lei da vida. Evoluir também. Transgredir é sinônimo de unir esses dois fatos e capacitar o mais forte para a sobrevivência. A necessidade de querer ser algo melhor já é não ficar estagnado. Pode ser difícil no começo, mas um dia nos acostumamos. E quando começarmos a nos acostumar já era hora de mudar de novo. O Medo é uma defesa contra perigos, porém existem milhares de receitas contra as dificuldades da vida, sendo que nenhuma delas é comprovada. E dificuldade após dificuldade, desafio após desafio são coisas que nos transformam, nos mudam, nos melhoram.
Cada ser é único e inigualável, as pessoas não devem temer a si. Os maiores exemplos e ídolos da humanidade foram os mais insanos transgressores que muitos duvidaram. Muitos mesmo.
Que cada um escolha sensatamente sua transgressão, pois não é fácil ser um belo transgredido em um mundo onde todos tem medo da ousadia, de suas vozes e seus sonhos por temer estupidamente julgamentos... Por que ainda insistimos em temer os outros? Por que ainda nos tememos?
Busquemos sempre a transgressão como uma forma de evolução, libertação de nós mesmos de ninguém menos que nós mesmos numa superação íntima. É necessário para cada um de nós fé e coragem, o poder de tentar e tentar para criar o impensável e receber a glória eterna de nossa própria superação.
domingo, 7 de novembro de 2010
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