domingo, 27 de março de 2011

O Melhor Jeito

Já ouvi muita gente dizer que o melhor que se há de fazer quando se quer mudar é encontrar uma nova direção.
Outras pessoas dizem que encontrar um destino é de fato o melhor jeito de mudar nossas vidas...
Pessoalmente, eu acredito que o melhor jeito de mudar é mais fácil que tudo isso. Não é necessário encontrar um destino, sequer uma direção...
O melhor jeito de mudar é simplesmente não ficar parado.
O melhor jeito de mudar é não se acomodar com o orgulho, esses dogmas que criamos para impedir a nós mesmos de sermos o que somos, por alguma proibição sabe-se lá de quem ou do quê ou porquê.
Temos de seguir em frente, sem medo de magoar o que nos foi uma verdade incontestável no Passado. Seu próprio nome já diz, já passou. Não se deve ter vergonha dele. Não peça licença e ultrapasse-o. Não se estacione!
Temos de seguir em frente, sem medo de vivenciar o Presente. Seu próprio nome já diz, o Presente é um presente. Aproveite cada milésimo de milésimo de segundo, sejam eles de luta ou de glória. O presente sempre serve para alguma coisa.
Temos de seguir em frente, sem medo do Futuro. Seu próprio nome já diz, o Futuro é sinônimo de o que há de se suceder depois do Presente. O Futuro é uma nova chance que nos é dada de presente. O Futuro é Agora.
O melhor jeito de mudar é ousar mudar ao lançar-se o desafio de superar ninguém menos do que a si mesmo, meu caro. Assuma os defeitos, não discuta tanto consigo.
Não podemos ser questões de vida ou morte para nós mesmos. Temos que ter urgência apenas em ter consciência de nossas próprias limitações, para que um dia possamos destruir a todas elas.
É proibido temer a si mesmo. As intuições não acontecem por acaso.
Tal como fome ou sede, transgredir é uma condição humana. Devemos ser humildes o suficiente para que possamos aceitar essa infinita necessidade de transgredir a nós mesmos. Essa incessável necessidade de mudar.
Aceitar e acreditar na possibilidade e no poder de melhora que uma mudança pode causar, seja ela boa ou ruim, já é não ficar parado.
A necessidade de querer ser algo melhor já é não ficar estagnado. Pode ser difícil no começo, mas um dia nos acostumamos. E quando começarmos a nos acostumar já era hora de mudar de novo. O Medo é uma defesa contra perigos, porém existem milhares de receitas contra as dificuldades da vida, sendo que nenhuma delas é comprovada. E dificuldade após dificuldade, desafio após desafio são coisas que nos transformam, nos mudam, nos melhoram.
Ficamos tanto tempo estagnados buscando uma direção ou um novo destino para nossas vidas que acabamos por esquecer do principal: seguir em frente.
O melhor jeito de mudar é encontrar uma nova direção e um novo destino todo o dia.

segunda-feira, 21 de março de 2011

"ODEIO FRASES FEITAS."




-Eu mesma.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Manifesto Contra o ''Fazer Feliz''

Artigo Primeiro: O ato de "fazer feliz" não existe nem nunca existiu. Que a partir de agora todas as malignas expectativas se explodam!
Isso nunca existiu!
"Fazer feliz" é uma perfeição que não existe.
"Fazer feliz" não existe. Fica proibido julgar a graditão de uma ilusão.

Artigo Segundo: Colocar expectativas de sobrevivência em outro é quase um pecado.
No mundo em que vivemos, em que temos de sobreviver antes de sermos felizes faz com que as pessoas não sejam tão "altruístas" assim. Somos uma criação da carência. Clamamos por amor. Mas temos de entender: nossa felicidade não depende de ninguém, a não ser de nós mesmos.

Artigo Terceiro: Amar desmoderadamente é doentio, não é bonito. Fica TERMINANTEMENTE proibido que se coloque qualquer tipo de expectativa de cura no próximo. Perfeição não existe, e nem sempre esse próximo colocará o mesmo tipo de expectativa no primeiro. O indivíduo que for pego tendo esse tipo de conduta será condenado à uma decepção sem tamanho para aprender. Não sou eu que estou inventando isso. É uma Lei da Vida.

Artigo Quarto: Se o indíviduo insistir em manter esse tipo de comportamento, que ao menos não se utilize das expectativas de reciprocidade. A existência da espera de uma reciprocidade é dolorosa. É vergonhosa. Sofrimento por escolha. Que nos iludamos daqui para frente apenas com aquilo que se tem certeza. Ou não cobre o preço da ilusão. Aceite os fatos.

Artigo Quinto: Fica proibido a partir de agora, que a felicidade se torne uma dependência!
Chega de obsessão. Não mais sufoco!
Que se respeite o ato do outro decepcionar! Que nos decepcionemos mais para aprender que perfeição não existe.
Ninguém aqui é perfeito. Que o "fazer feliz" seja uma junção das felicidades de cada um, não mais das curas de carências.
Que a independência da felicidade, que a autoestima e a paz interior contribua para toda e geral felicidade de ambos. De todo mundo. Do mundo todo.

Artigo Sexto: Façamos isso para que as decepções sejam menores, que todos o seres sofram menos. Que todas as alegrias a partir deste momento sejam espontâneas.

Artigo Sétimo: Que o ato de "ser feliz" não mais dependa do "fazer feliz", pois acreditar que outro alguém vai lhe "fazer feliz" é se decepcionar por livre e espontânea opção.


Que assim seja.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Artistas

Eu finjo que está tudo bem e que o problema não é você.
E você finje que acredita.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Quem sou eu

Quem sou eu: jovem, divertida, alegre, brincalhona, amiga, companheira, estilosa, diferente, inteligente, esperta, bonita, confiante, carinhosa, conselheira, humilde, decidida...


Quem sou eu, de verdade: não sei... talvez louca.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A Pior Pessoa do Mundo

A pior pessoa do mundo não é mais chata, a mais insuportável, não é a mais impaciente, a mais incompreensiva, a mais insensata. Não são nenhuma dessas. Não é a que leva mais rancor no coração, não é a que nunca se apaixonou. Não é aquela que não tem religião. Definitivamente não é aquela que perdeu os sonhos, não é a que é pobre, não é a que é rica. Não são as pessoas sem filosofia de vida, não são as partidárias obsessivas. A pior delas não é aquela que é se faz santa para ganhar o céu, não é aquela que é verdadeira pecadora e vai direto para o Inferno, não é aquela egoísta, nem a falsa, nem a interesseira, nem a mentirosa. Não é a vilã. Não é a mocinha. Não é a que é má aluna. Não é a sem personalidade. Não é aquela que tem total certeza sobre si. Não é o burro, ou o idiota, o bobo, o sem experiência, o sem educação. Não é o virgem, não é o prostituído. Não é o cego, o surdo ou o mudo. Não é o mais emotivo, nem o mais racional. Não é o mais duro de coração, nem o mais mole. Não é o que finge que as coisas não estão acontecendo. Não é o que inventa as coisas para fugir da realidade. Não é o psicótico, não é o psicopata. Não é o alienista, nem mesmo o alienado.
A pior pessoa do mundo é aquela que exige demais dos outros, e até de si mesmo. Esse é o pior defeito que alguém pode ter, pois é assim que se perde os laços com quem se ama. A pior pessoa do mundo é a que acredita em perfeição.
A pior pessoa do mundo é a que não perdoa.
A pior pessoa do mundo sou eu.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Clarice

Você conseguiu.
Ah.
Você sim, foi a única.
Veja o que você fez comigo. Veja, Clarice. Veja o que você fez sem piedade com toda a minha existência.
Por que é que você existe, Clarice? Por que é que você é imortal?
Como é possível?
Como é possível eu sentir falta do cheiro do fogo do seu cigarro de toda a madrugada, toda madrugada? Sinto saudade do jeito como você o segurava, com os dedos tensos com pudor e paixão e como seu polegar batia as cinzas, de como seus lábios beijavam pra fora de sua boca a fumaça. De como você sorria.
Quero que você me carregue em seu colo como você carregava sua máquina de escrever, como se fosse um filho. Com tanto amor e vida. E que me conte mais uma vez os segredos das vidas. De todas elas, pois você foi a única que conseguiu tocar o meu coração por inteiro. E nem foi de mansinho. Foi como uma bomba, uma explosão vulcânica, assim, de repente, sem piedade. Sua lava queimou meu coraçãozinho. Queimou meu cérebro, minhas entranhas, minhas veias, meu sangue.
Você foi a única que conseguiu me confundir. Bagunçou tudo. Me desiludiu.
Você foi a única que conseguiu me mostrar a realidade como ela, da forma mais simples, da beleza nessa loucura. E as pessoas te acham hermética por isso... É até engraçado. Me alienou para que eu pudesse ver o mundo de outra forma, porque esse era seu prazer. Daquela forma que só você sabe ver e que você confiou que eu, apenas eu, pudesse enxergar. E eu consigo.
Clarice, tenho raiva de você. Esse seu jeito me dá raiva. Sua beleza me dá raiva. Seus olhos me dão raiva. Sua calma me dá raiva. Sua raiva me dá raiva. Seu olhar me deixa possessa! Sua simplicidade me deixa louca. Essa tal complexidade me dá vontade de cortar os pulsos com uma colher de pau. Mas eu não tenho a mínima coragem de te mandar embora, de te dar, de te fechar.
Você me hipnotiza, você me entende. Você me consola, Clarice.
Me jogue na dor novamente, Clarice. Me jogue dentro de mim, mas uma vez, para eu encontrar as respostas e me perder. Eu amo o jeito que você me indica o caminho da loucura. Apaixone-me pela loucura mais uma vez. Eu amo me perder! Desse jeito, eu amo ser louca!
Me faça, me obrigue a questionar. Fique apenas parada. Apenas olhe para mim daquele jeito que você sempre olha quando discutimos, quando nossos gritos saem sem por querer e quebram tudo e, mais uma vez, me faça chorar, pedindo perdão. Faça eu me arrastar aos seus pés mais uma vez.
Mas minha timidez ainda vai ousar em questionar se é possível ter raiva de alguém que se quer. Você sabe que é.
Por que é que você teve de ir? Por que? Por que você me abandonou, sozinha, sem resposta alguma para o fim? Por que é que você me faz questionar até mesmo Deus por causa disso?
Tenho muita raiva de você. Muita.
Mas não sou mais capaz de te abandonar. Não sou.
Você é má, Clarice. Você estragou toda ilusão do ser. Você me faz buscar pelos mistérios mais profundos e me desafia a desvendá-los.
Obrigada por isso, Clarice. Obrigada por tudo.
Eu te amo, Clarice. Eu te amo.