Queria te pedir desculpas. Ou arranjar uma justificativa para a minha culpa. Quero mesmo é te explicar: eu nunca quis te magoar.
Você sabia que eu era confusão? Pois se você não sabia, fica aqui confirmado: “Encrenca” é o meu nome do meio. Eu não presto.
É que eu não sou uma pessoa muito fácil... Meu tipo de confusão não é aquele comum, de já chegar bêbeda no bar gritando pelo teu nome, quebrando garrafas de vidro na cabeça dos boêmios, com a meia de seda desfiada, a maquiagem borrada e um par de sapato na mão. Não. A minha confusão é a pior de todas: é aquela escondida, a que não se identifica logo de cara. Uma coisa meio “bonitinha, mas ordinária“.
Sou do tipo que faz as coisas sem pensar e depois se arrepende porque difícilmente dá certo. Sou impulsiva. Sempre vejo as conseqüências de forma que elas sejam favoráveis. Eu não tenho muita noção de perigo, nem muita vergonha na cara.
Outra coisa é que eu sou inconstante. Eu não tenho medo de mudar. Seja de roupa, seja de opinião. Adoro e me iludo com qualquer tipo de novidade para o meu cérebro. Falando nisso, ilusão é outro problema. Eu tenho uma facilidade para colocar as pessoas num altar santificado que só vendo! Eu acredito que todo o mundo é especial, é diferente, único e inigualável... E sou complacente também, o que nos faz retornar à impulsividade. Se eu fosse você, eu não confiaria muito em mim.
Mas eu jamais seria capaz de ser infiel a você, tanto que jamais o fiz. Muito pelo contrário, eu acreditei demais em você. E você fez o mesmo por mim, de forma que acreditássemos que eu, uma menina, seria capaz de te satisfazer como uma mulher. Por Deus, como você pôde?!
Você fez com que eu confiasse em mim, mesmo eu sabendo que jamais poderia te oferecer o que você desejava. Mas eu estava iludida, e conseqüentemente cega, surda e muda. Como negar?
Eu nunca te traí, mas tantas foram as vezes que eu traí a mim mesma. Sou rancorosa, ainda não consegui me perdoar.
Existe coisa pior nesse mundo do que trair a si mesmo?
Só ser traído.
Mas de qualquer forma, eu nunca quis ter te machucado. É que nem eu confio em mim, e a confusão por aqui é instaurada. Não tenho solução. Gosto de procurar problemas e quando não procuro eles vêm até mim, mesmo que eu não tenha nada a ver com eles, sendo eu apenas uma presença indispensável para que eles ocorram.
E agora não reclame de ter que ficar ouvindo a Amy dizer: “eu te disse que ela era encrenca, você sabe que ela não presta”.
domingo, 28 de agosto de 2011
sábado, 20 de agosto de 2011
Freud, explique por favor:
Queria enlouquecer de verdade. Ter um diagnóstico de loucura pelo psiquiatra mais renomado. Ter delírios mesmo! Começar a falar com objetos inanimados, babar. Gritar bem alto, até sair correndo pelada pela rua. Pelo menos assim acho que não teria que me justificar tanto para os outros...
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Uma Imperfeição que é Perfeita
Tão perto,
Estávamos tão longe.
Agora,
Tão longe,
Estamos tão perto.
Somos, portanto,
Uma imperfeição que é perfeita.
Somos, assim
E enfim.
Por isso nada mais importa,
Somos, então,
Perfeitos.
Estávamos tão longe.
Agora,
Tão longe,
Estamos tão perto.
Somos, portanto,
Uma imperfeição que é perfeita.
Somos, assim
E enfim.
Por isso nada mais importa,
Somos, então,
Perfeitos.
Dente do Siso
Na parte inferior, mais especificamente do lado direito. Está desabrochando com uma rosa, mas sem pétalas, apenas espinhos.
Cacete! Tá doendo! Incômodo constante, mucosa inchada, com direito à dor de cabeça e tudo. Dói tanto assim pra ter juízo?
Dói.
Dói, porque não adianta, aprendemos na dor e tem que doer para aprender.
Tem que incomodar para entender, para voltar atrás e assumir o erro e pedir perdão para nós mesmo ao admitirmos a fatalidade. Nunca é fácil, o Orgulho não deixa pois medimos as conseqüências de formas que elas sejam favoráveis. Nos arriscamos demais. Por isso dói. Porque caímos nas nossas próprias armadilhas e a vida não facilita.
Não sei ainda se juízo é o fato de medir conseqüências ou apenas o fato de não repetir o mesmo erro depois de aprender com o risco. Mas não temos nós que nos arriscar e nos transgredir para nos tornarmos melhores, mesmo que seja para tomar uma decisão errada e aprender uma boa lição ou até mesmo para nos conhecermos melhor?
Nos arriscamos para aprender a viver.
O que é então o juízo e o que é viver? Vivemos, querendo ou não, pelo prazer do risco.
O risco é simplesmente perder o juízo por alguns minutos e se entregar a uma crença que nunca foi posta em prática, perder o medo, se entregar uma paixão, tentar recomeçar sob um novo ponto de vista. Seria então o juízo o ato e o fato de saber a hora certa de ousar?
Ainda não sei. Se for assim, eu ainda não tenho o mínimo juízo. Talvez se um dia eu tiver juízo em saber ou em responder... Em ousar responder...
O quanto eu terei de viver para isso?
Quem sabe eu pense duas vezes mais antes de agir com essa dor de dente. Não está sendo fácil também para o meu ciso ter de parir o meu juízo.
Quantos cisos, quantos riscos e quantas dores serão necessárias para eu aprender? Para eu aprender o quê? Vou parar de aprender depois que meu dente nascer?
Quantas vezes eu terei de nascer para aprender?
Não sei, não sei!
Só me lembre de ligar para o dentista para marcar uma consulta. Quem sabe ele possa me receitar um analgésico. Quem sabe ele tenha alguma resposta.
Cacete! Tá doendo! Incômodo constante, mucosa inchada, com direito à dor de cabeça e tudo. Dói tanto assim pra ter juízo?
Dói.
Dói, porque não adianta, aprendemos na dor e tem que doer para aprender.
Tem que incomodar para entender, para voltar atrás e assumir o erro e pedir perdão para nós mesmo ao admitirmos a fatalidade. Nunca é fácil, o Orgulho não deixa pois medimos as conseqüências de formas que elas sejam favoráveis. Nos arriscamos demais. Por isso dói. Porque caímos nas nossas próprias armadilhas e a vida não facilita.
Não sei ainda se juízo é o fato de medir conseqüências ou apenas o fato de não repetir o mesmo erro depois de aprender com o risco. Mas não temos nós que nos arriscar e nos transgredir para nos tornarmos melhores, mesmo que seja para tomar uma decisão errada e aprender uma boa lição ou até mesmo para nos conhecermos melhor?
Nos arriscamos para aprender a viver.
O que é então o juízo e o que é viver? Vivemos, querendo ou não, pelo prazer do risco.
O risco é simplesmente perder o juízo por alguns minutos e se entregar a uma crença que nunca foi posta em prática, perder o medo, se entregar uma paixão, tentar recomeçar sob um novo ponto de vista. Seria então o juízo o ato e o fato de saber a hora certa de ousar?
Ainda não sei. Se for assim, eu ainda não tenho o mínimo juízo. Talvez se um dia eu tiver juízo em saber ou em responder... Em ousar responder...
O quanto eu terei de viver para isso?
Quem sabe eu pense duas vezes mais antes de agir com essa dor de dente. Não está sendo fácil também para o meu ciso ter de parir o meu juízo.
Quantos cisos, quantos riscos e quantas dores serão necessárias para eu aprender? Para eu aprender o quê? Vou parar de aprender depois que meu dente nascer?
Quantas vezes eu terei de nascer para aprender?
Não sei, não sei!
Só me lembre de ligar para o dentista para marcar uma consulta. Quem sabe ele possa me receitar um analgésico. Quem sabe ele tenha alguma resposta.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Uma História de Amor
Pessoas certas,
Na hora certa.
Um plano estrategicamente preparado pelo Destino
Para um encontro perfeitamente desastroso.
Na hora certa.
Um plano estrategicamente preparado pelo Destino
Para um encontro perfeitamente desastroso.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Uma Necessidade
Sinceramente, eu quero viver.
Não é só um ato de desejo, é quase uma necessidade que grita dentro de mim pedindo misericórdia.
Pode ser um estado maldito de rebeldia, um querer ir para sentir saudade e querer voltar, ou mais bela necessidade de uma transgressão, mas eu perdi esse medo de errar. Nasceu em mim a imortal vontade de viver.
Consequentemente, me apaixonei perdidamente pelo ato de arriscar. Ousar é algo que me encanta e sempre me encantou. Tenho um caso de amor eterno por esses iconoclastas, sabe...
Conhecer novas experiências,surpreender-se com a rotina de uma loucura me é um desespero, tão necessário quanto moléculas de oxigênio. Meu cérebro clama por novidades, por surpresas, por inteligência, por qualquer outra coisa que não se encaixa na velha categoria do mesmo-de-sempre.
Sinto-me maior que a Luz, que o Som, que os furacões, que os sóis! Pode parecer um desarranjo mental para os olhos dos sensatos (mas nem sempre sábios), esse fato de eu ambicionar aventuras da vida. Muitos não entendem essa minha necessidade de querer ir pro mundo e escrever minha História com minhas próprias letras, produzidas pelo esforço do meu próprio punho.
Eu sei o que sou, e quero provar disso. Do doce e do amargo. Quero viver! Quero sentir aquele medo, ver minhas forças sumirem e subitamente eu descobrir e conseguir recupera-las. Considero isso uma das coisas mais belas do mundo.
Posso ter medo de qualquer outra coisa, mas medo de ousar, de errar, de aprender, de melhorar, ou ainda errar e ainda confiar naquilo que acredito e não desistir.
Vou provar para mim mesma que eu sou capaz do impossível. É só uma questão de tempo.
Quero mesmo é acreditar em mim.
Sinceramente, eu quero.
Não é só um ato de desejo, é quase uma necessidade que grita dentro de mim pedindo misericórdia.
Pode ser um estado maldito de rebeldia, um querer ir para sentir saudade e querer voltar, ou mais bela necessidade de uma transgressão, mas eu perdi esse medo de errar. Nasceu em mim a imortal vontade de viver.
Consequentemente, me apaixonei perdidamente pelo ato de arriscar. Ousar é algo que me encanta e sempre me encantou. Tenho um caso de amor eterno por esses iconoclastas, sabe...
Conhecer novas experiências,surpreender-se com a rotina de uma loucura me é um desespero, tão necessário quanto moléculas de oxigênio. Meu cérebro clama por novidades, por surpresas, por inteligência, por qualquer outra coisa que não se encaixa na velha categoria do mesmo-de-sempre.
Sinto-me maior que a Luz, que o Som, que os furacões, que os sóis! Pode parecer um desarranjo mental para os olhos dos sensatos (mas nem sempre sábios), esse fato de eu ambicionar aventuras da vida. Muitos não entendem essa minha necessidade de querer ir pro mundo e escrever minha História com minhas próprias letras, produzidas pelo esforço do meu próprio punho.
Eu sei o que sou, e quero provar disso. Do doce e do amargo. Quero viver! Quero sentir aquele medo, ver minhas forças sumirem e subitamente eu descobrir e conseguir recupera-las. Considero isso uma das coisas mais belas do mundo.
Posso ter medo de qualquer outra coisa, mas medo de ousar, de errar, de aprender, de melhorar, ou ainda errar e ainda confiar naquilo que acredito e não desistir.
Vou provar para mim mesma que eu sou capaz do impossível. É só uma questão de tempo.
Quero mesmo é acreditar em mim.
Sinceramente, eu quero.
domingo, 1 de maio de 2011
Simplicidade
A vida é extremamente certa e simples: nascemos, vivemos e morremos.
A questão é a parte do "vivemos"...
A questão é a parte do "vivemos"...
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