ou
O QUE SE PASSA EM MINHA CABEÇA DURANTE A AULA DE FÍSICA
Certamente a Loucura é encontrada por nós, num momento de lucidez tão profunda e tão plena que, acabamos por não suportar tais fatos em tamanha profusão que
então enlouquecemos.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
sábado, 12 de novembro de 2011
Uma lição de Sabedoria
Se eu pudesse te dar um conselho para a vida, certamente seria esse:
Abre aspas,
Não siga um conselho meu. Em hipótese alguma.
Fecha aspas.
Boa vida.
Abre aspas,
Não siga um conselho meu. Em hipótese alguma.
Fecha aspas.
Boa vida.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Desparnasiando
Estou farta de vida parnasiana. De vida lógica. De apenas vida pela vida.
Que todo o Olimpo me condene por isso, por ser filha ingrata ao ter uma vida pacata e ainda assim, desgostar da paz, da calmaria, de ver a vida passar, de apreciar a estética das paredes...
Na verdade, eu não tenho paz. Não agüento mais declamar meu tédio em rotineiros versos decassílabos, rimas ricas que escondem a pobreza da mão que escreve. A sujeira por debaixo das unhas, essas que não conseguem ser limpas. A sujeira sempre varrida para debaixo do tapete...
Inconstitucionalissimamente eu devo dizer: cansei! Que tal declaração seja contra os bons costumes, os sarais de piano, os chás da tarde. Cansei!
Tenho fetiches por gente, não por vasos chineses de porcelana.
Cansei de cotidiano. De dormir e acordar por uma mesma razão, para que eu não me julgue louca ao tentar transformar um soneto em um tango, para ter de ficar buscando um sentido lógico para a vida. Cansei!
Quero apenas que a minha vida não faça mais tanto sentido.
Surpreenda-me, vida!
Que todo o Olimpo me condene por isso, por ser filha ingrata ao ter uma vida pacata e ainda assim, desgostar da paz, da calmaria, de ver a vida passar, de apreciar a estética das paredes...
Na verdade, eu não tenho paz. Não agüento mais declamar meu tédio em rotineiros versos decassílabos, rimas ricas que escondem a pobreza da mão que escreve. A sujeira por debaixo das unhas, essas que não conseguem ser limpas. A sujeira sempre varrida para debaixo do tapete...
Inconstitucionalissimamente eu devo dizer: cansei! Que tal declaração seja contra os bons costumes, os sarais de piano, os chás da tarde. Cansei!
Tenho fetiches por gente, não por vasos chineses de porcelana.
Cansei de cotidiano. De dormir e acordar por uma mesma razão, para que eu não me julgue louca ao tentar transformar um soneto em um tango, para ter de ficar buscando um sentido lógico para a vida. Cansei!
Quero apenas que a minha vida não faça mais tanto sentido.
Surpreenda-me, vida!
domingo, 6 de novembro de 2011
O Medo em sua forma mais primitiva
Sabe uma coisa que mete medo? Medo de verdade?
O Futuro. O Medo em sua forma mais primitiva, na sua perspectiva inexistente.
A incerteza sobre a incerteza. A falta de chão. A falta de certezas.
A falta de criatividade até mesmo para imaginar como "poderia ser"... Sem coragem até mesmo para se iludir por medo de não ser como se imagina.
A falta de certezas.
O risco por algo incerto. A aposta feroz em algo que não se sabe se dará certo. Deixar-se levar pelo destino. Perder as poderosas escolhas. Seguir um caminho simplesmente para continuar.
A crença irrefutável naquilo que não se tem certeza. Ter que se convencer com as coisas incertas, talvez inexistentes. Talvez ilógicas.
Confiar na Desconfiança e desconfiar da Confiança.
E, principalmente, perder o controle. Daí o Medo.
Viver para sobreviver. Tremer no passo seguinte.
Hesitar e assim mesmo se arriscar.
O Futuro. O Medo em sua forma mais primitiva, na sua perspectiva inexistente.
A incerteza sobre a incerteza. A falta de chão. A falta de certezas.
A falta de criatividade até mesmo para imaginar como "poderia ser"... Sem coragem até mesmo para se iludir por medo de não ser como se imagina.
A falta de certezas.
O risco por algo incerto. A aposta feroz em algo que não se sabe se dará certo. Deixar-se levar pelo destino. Perder as poderosas escolhas. Seguir um caminho simplesmente para continuar.
A crença irrefutável naquilo que não se tem certeza. Ter que se convencer com as coisas incertas, talvez inexistentes. Talvez ilógicas.
Confiar na Desconfiança e desconfiar da Confiança.
E, principalmente, perder o controle. Daí o Medo.
Viver para sobreviver. Tremer no passo seguinte.
Hesitar e assim mesmo se arriscar.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Consoada
(inspirada na xará de M.Bandeira.)
Quando a indesejada da gente chegar
(Não sei se dura ou caroável
[talvez dura fingindo-se caroável
{como sempre}])
Talvez eu tenha medo.
Talvez eu sorria (falsamente), ou diga:
-Alô, insuportável!
O meu dia não foi bom, pode a noite descer.
(A noite e a Visita com seus sortilégios)
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
A mesa posta,
Com cada coisa em seu lugar.
Isso para que nada de ruim possa comentar
Nem seu veneno espalhar
E que da sua vida vá cuidar.
Quando a indesejada da gente chegar
(Não sei se dura ou caroável
[talvez dura fingindo-se caroável
{como sempre}])
Talvez eu tenha medo.
Talvez eu sorria (falsamente), ou diga:
-Alô, insuportável!
O meu dia não foi bom, pode a noite descer.
(A noite e a Visita com seus sortilégios)
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
A mesa posta,
Com cada coisa em seu lugar.
Isso para que nada de ruim possa comentar
Nem seu veneno espalhar
E que da sua vida vá cuidar.
domingo, 30 de outubro de 2011
Um (re)Encontro
Queria te ver mais uma vez...
Só te ver. Te observar de longe.
Queria que você me visse,
Só me visse.
Depois de vermos tanto tempo passar,
Queria te ver mais uma vez,
Apenas para ver se você ainda se lembra
De quando eu te via todo o dia,
E eu...
Eu apenas... Você não me via.
Queria que você me visse,
Só me visse...
Só te ver. Te observar de longe.
Queria que você me visse,
Só me visse.
Depois de vermos tanto tempo passar,
Queria te ver mais uma vez,
Apenas para ver se você ainda se lembra
De quando eu te via todo o dia,
E eu...
Eu apenas... Você não me via.
Queria que você me visse,
Só me visse...
Assinar:
Postagens (Atom)